segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Amores Impossíveis


Os pássaros cantam, momentos cantos longos, momentos cantos curtos .

Penso que estão falando de mim. E por que penso isso, como os pássaros falariam de alguém?

Não sei, mas, de repente aqui diante deste cenário entre árvores em um dia de sol e chuva – chuva e sol, sob sombras destas árvores, as quais não sou capaz de identificar suas espécies, mas o que vejo são troncos fortes, muito altas frondosas e suas folhas são tão leves que de onde me encontro se fecho os olhos ouço juntamente com o canto dos pássaros, uma sinfonia de folhas sedas sutis.

O vento neste entardecer e o sol que venceu a chuva encantam e formam o cenário perfeito – quando percebi havia pensado em tantas coisas – sobre a vida, sobre o viver, tanto mais ainda no ser, dúvidas sobre o estar, certezas no querer e nas feridas abertas o pensamento profundo novamente fez doer.



E doeu tanto que desisti de pensar no que está fora de controle – pensei, sobre o que pensar aqui neste lugar?

Se nada do que me esforçar para pensar, vai me tirar do vazio em que me encontro, da introspecção, dor, saudade e tantas dúvidas.

Foi então que resolvi não perder meu precioso tempo, este cenário espetacular a sinfonia de folhas de seda e o canto dos pássaros a tagarelar – suponho que sejam fofocas sobre mim.

E eles já perceberam que estou só e triste, que algo me falta e, eles permanecem a horas tentando adivinhar, não creio ser possível pássaro me decifrar.

Posso ouvi-los, seus cantos distantes e, os mais próximos cantos cheios de alegria, os de braveza e os de zombaria.

Mas os felizes pássaros não puderam ouvir se quer o som da minha respiração, nem meus suspiros, nestas horas de espera sob as sombra desta árvore, não ouviram minha risada muito menos minha voz.

Penso que alguns fazem piadas outros me provocam, e outros ainda se esbravejam com minha quietude aparente.

E deles eu continuo a pensar e, de tantos pensares, penso que eles jamais poderiam escutar os gritos desta alma que sofre e as batidas deste coração.

Não seriam capazes de ouvir minha história e, depois dela voltar a cantar, pois, minha história escrevi movida pela fé esperança e amor, coragem também nunca faltou, mas tem muita tristeza e dor.

Contudo hoje já não sou mais a mesma não sei o que pensar, nem sobre o que pensar, se a fé me faltou foi porque antes faltou o amor.



Um amor desejado esperado proferido, peso tê-lo vivido – em seguida não penso em mais nada. Volta toda confusão.

Em meio ao cenário e pássaros, vou fugir do pensar da razão, assim penso no que me cabe pensar, neste triste coração.

Já que surgiu o coração tão cego, surdo, burro e, que sem noção vai tirando de vez a emoção debaixo desta sombra, me ocorre nada mais nada menos do que o amor para pensar, se é um assunto que jamais se esgotará, é deste que vou falar pelas facetas do verbo amar.

Assim olho à direita, à minha frente, à esquerda e para o alto e vejo o amor neste exato lugar.

Minha visão sobre o amor se dá aos amores impossíveis aqueles que chegam, nos viram de pernas pro ar, os amores inexplicáveis nem sempre amáveis a não ser pelos próprios amantes.

Nesta árvore que me refiro cujo tronco imponente cresce e, forma uma bifurcação nada comum – divididos em dois outros galhos, com a mesma proporção, vão subindo e se subdividindo em muitos outros de diversos tamanhos e circunferências demasiadas. E o que vejo é um grande número de encontros e despedidas, oras entrelaçados, oras separados.

E isto me basta para pensar no amor, e pela linguagem do amor vejo galhos que representam seres amantes ou não, vejo por eles desencontros, daqui donde estou percebo que se fosse João e Maria a suposta subdivisão em galhos cedo ou tarde iriam se reencontram.

Vezes se encontram vezes se perdem, nestas ramificações existem muitas outras Maria’s e João’s representados por ramos que lembram as pessoas que surgem a todo tempo em nossas vidas, e como pessoas, alguns são mais expressivos outros mais frágeis e pequenos brotos que não vingam, curvas e mais curvas que encontram e desencontram a todo momento.

Assim como as pessoas que com seu amor chegam em nossas vidas e permanecem, tornam-se ramificações dignamente fortes capazes de superar as chuvas os ventos e o tempo.

O amor se contorna com o tempo, sobrevive às tempestades e se fortalece na união, já as paixões são como folhas outrora vivas caídas no chão como aquelas pessoas que passam pela nossa vida e se quer mais tarde lembramos seu nome.

Tá e daí?

Por que estou novamente escrevendo o óbvio?

Talvez porque não simplesmente ao escreva e desenhe sentires com palavras.

Um pouco mais adiante nesta viagem percebo flores, associo com crianças, amigos e os velhos sábios que tanto nos ensinam nesta vida, basta que ouçamos suas palavras e alimentemos nosso espírito com o que é essencial.

Uma árvore vive mais do que muitas pessoas, pode transpor gerações e, o que o amor impossível tem com isso?

Tem que nossos tempos e relógios são distintos e quando uma folha desta árvore, galho ou seu próprio tronco morrer irá apodrecer como mortais amantes fazem o processo de decomposição e renascimento no solo, enquanto os amantes se refazem no espírito e, não importa em que raio de jardim a muda vingará, ou em que parte do mundo a vida fecundará.

Cedo ou tarde os amores impossíveis se reencontrarão, nem que seja para novamente estar em paralelos, depois separarem-se encontrarem-se e morrerem e de novo renascer, como disse acredito que, os tempos são distintos, mas não importa quantas vidas nascer e morrer serão necessárias, creio que um dia deixará de ser um amor impossível e, se tornará apenas um amor para se viver.

Os pássaros silenciaram e, se não fosse loucura assumida arriscaria dizem que eles estavam a ouvir meus pensamentos e dentro dessa loucura falta–me lucidez, chego a pensar que talvez sejam capazes do meu escrito ler.

BB®

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia das Crianças? Crianças tem dia?

12/10/2009


Dia das Crianças, eca, eca, eca...
Que grande meleca!


Que não gosto do Natal, dia das mães, pais, aniversário, carnaval e todas essas datas idiotas e hipócritas, nada tem de novo, qualquer um que me conhece um pouco sabe que sou um porre nestas datas, que me escondo, pego a naninha e vou para a ostra mesmo.


Vamos combinar dia das crianças é demais para minha cabeça, quem foi o imbecil que estabeleceu um dia para as crianças? Será que ele se deu conta de que a maioria das nossas crianças – falo nossas, pois juntamente com vários pais voluntários sou mãe de muitas – elas não tem família, carinho, educação e aconchego, como vão ter um dia somente para elas? Quem é que vai fazer o curativo, quem vai por de castigo, quem vai dar o banho, tirar a meleca do nariz, levar ao médico, trocar a fralda, segurar o guarda-chuva?
Quem vai preparar o leitinho, entregar o nana depois de escovar os dentinhos e fazer xixi?
Se ainda sei fazer conta temos 365 dias por ano e só um deles é dia das crianças, os outros a maioria das crianças que me cercam já tem demais, inclusive minhas filhas, que são as mais sem noção que poderia conviver perto.
Abrem a geladeira e, na falta de algo que nem elas sabem o que seria reclamam; “não tem nada para comer nesta casa”, assim como nunca tem o que vestir e sempre tem de comprar alguma coisa, sempre falta alguma coisa e, claro, nunca dizem obrigada mãe.
Automático, isso mesmo!
Sinto-me assim, como um caixa eletrônico ambulante, tudo vai bem quando elas dizem a senha; “mãe eu quero, me dá?” e, para alegria instantânea “delas” estendo a mão.
Mais uma volta ao shopping e surgem necessidades, nunca antes cogitadas, potencializadas praticamente urgentes; Caso de vida ou morte e, lá vai a mãediota estender a mão...
Bem, era pelo menos para funcionar, pois minhas pernas e a cabeça, estão disputando qual dói mais, já é hora de validar o ticket e me pirulitar, então dou logo o que as chatonildas querem para poder dirigir em “paz” até chegar até nossa casa.
Santa ilusão... A briga já começa na hora, por quem vai sentar no banco carona, continua pela música e, aí de quem falar primeiro uma piadinha sobre a outra, quem dirá se a inspirada resolver soltar um pum, nesta hora meu ouvido vira pinico e, nada além a fazer do que dar uma de maluca.
O que seria uma mãe maluca? Nenhum desafio a minha sempre foi; Difícil é ser uma mãe normal, nos dias em que os filhos pouco se lembram da gente, quando nos abandonam pelo PC, pela TV, pelo namorado ou pelo melhor amigo.
Fico pensando, porque não fui maluca e segui o conselho da minha mãe maluca e arrumei um namorado gostosão, ou um maridão gostosão antes de ficar com cabelos brancos e, com a cara amarrotada?
Deve sem porque ainda estou curtindo uns cabelinhos brancos que estão surgindo e me deixando oras com ares de intelectual, oras brigam com minha falsa aparência de menina sapeca e, outras tantas apenas observo a transformação... Mesmo não sendo narcisista é o suficiente para quando olho-me no espelho, os cabelos brancos e as ruguinhas que, já são mais familiares não me incomodam, nem me deixam pilhada, pois estou gostando de tudo isso...
O que eu não gosto é do jeito que criamos nossos filhos, dando tudo e mais um pouco daquilo que não tivemos, tentando ser melhores pais, melhores amigos e fazemos tudo errado.
Todo sacrifício não basta, pois, eles serão cruéis quando tiver de nos deixar, principalmente a nós mães solteiras - ex-casadas tanto faz - que temos o cuidado de não nos aventurar com um gostosão que possa molestar nossos filhos, um gostosão que possa nos meter em encrenca, que possa nos expor; Nós escolhemos não arriscar e manter um ambiente familiar custe o que nos custar.
Hoje é isso que me conforta, quando não por mal, mas por ser assim que nossas crianças querem conduzir suas vidas, uma chega e diz mãe tô indo, a outra, mãe fui, nem tenho tempo de responder, elas já foram...
Graças à educação, exemplo e ao Pai Criador em boas companhias, sempre em lugares que aprovo, mas essa independência toda me choca, principalmente quando me vejo só. Olho para um lado e nada, para outro e nada, o que resta com todo amor represado?
Tirando as datas comemorativas onde os orfanatos recebem um número maior de visitantes, é lá o lugar de gente como eu; é lá o lugar de pessoas que ao invés de se lamuriar e ficar “poxa vida eu fiz isso, fiz aquilo e agora estou sozinha, meus filhos não percebem que abri mão disso ou daquilo e hoje o tempo não volta mais”, ao invés de, chorar os anos dedicados é hora de arregaçar as mangas e mãos a obra; Vamos cuidar das crianças que só podem ser crianças uma vez, duas, três, quatro no máximo ao ano.
Para aquelas mulheres que, criaram seus filhos sozinhas, ou praticamente sozinhas e, que agora se encontram mais sozinhas ainda, a dica é a seguinte: se tens tano amor assim represado, dê com os ombros quando eles fizerem no caixa eletrônico o saque diário ou semanal, abençoe ser uma fase que não sabemos quanto irá durar e, ao Pai que acompanhe nossos filhos e ao filhos de outros vamos cuidar; Quando nossos filhos já não nos querem mais - de duas uma - ou porque criamos muito mal ou criamos muito bem.
Hoje a independência faz parte do processo, nem é de todo bem nem mal, por isso a gente deve torcer para que as dores da vida cheguem a medida e hora certas e, que eles encontrem em nós os melhores amigos e assim possamos movimentar nosso ciclo maternal, enquanto nós não somos assim-assim - tão importantes, há os que necessitam de um abraço, de um curativo, de uma naninha nova, uma chupeta ou leite sem lactose, os que precisam de remédios e, alguém para administrar as doses, agasalhos e sapatos maiores, camisa do time de futebol ou uma mochila nova.
Sempre saímos com uma lista de necessidades, muitas dão trabalho, custam caro, mas as que são efetivamente mais urgentes, são aquelas que, não custam absolutamente nada além do tempo em que nos dispomos a sermos mães de filhos que não nasceram de nós.
Em média nos 360 dias em que poucas pessoas se lembram que em um orfanato muito além das coisas - o amor é o que nos proporciona dar os cuidados que podem vir a ser físicos, mas que seu maior propósito é tratar das necessidades profundas das almas.
Em meu corpo gostaria de gerar mais um filho e se homem "maravilhaaaa", isso me faria uma mulher mãe realizada, mas se assim não puder, meu coração abriga muitos filhos e filhas de todos os tipos, tamanhos e modelos cada um como um floco de neve, em meu inverno particular e secreto, pois fazer o bem não importa a quem e, sem dizer a ninguém...
Em partes, para poucos não é um segredo "minhas crianças", mas o que faço, como faço, quando faço é segredo sim, do contrário seria autopromoção, o que dispenso, aconselho que as mulheres sensatas e amorosas assim o façam; No anonimato é possível realizar muito mais e, com mais qualidade, pois se desconhece a vaidade.

Damos amor, recebemos amor, multiplicamos o calor e atenuamos a dor.




Mãe:  Elizabeth Cordeiro -  by BarbieBull®

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A pergunta que ainda me irrita



Recorrência


Que brincadeira é essa de tamanho mal gosto, parece que a vida nos coloca em situações idênticas no sentir, diferentes no viver e igualmente dolorosas.
Sinto-me cansada, a beira da exaustão são 39 anos,  27  de amores impossíveis acumulados, vencendo caminhos que surgem e como no caminho de Santiago, resultam sempre no mesmo lugar, farta dessa brincadeira de esconde-esconde, cara ou coroa, como se meu coração fosse um caça níquel de Vegas, oras algumas moedas caem, oras todas minhas reservas se esvaem.

Não quero ser da vida um artista mímico de meu próprio viver, ser protagonista da minha própria vida, fazer minhas escolhas, refazê-las quando necessário for, dizer sim, e aprender dizer não, ouvir os sins e os nãos sem me tornar vítima de circunstâncias ou insensível as fragilidades de outros.

Eu quero e preciso que me encontre pelo menos uma vez nesta vida a pessoa certa, na hora certa, e tão certamente disponível para o amor quanto eu, tão ferida quanto cicatrizada, tão pronta a escrever uma nova história, tão perto daquilo que pretende ser, tão distante sem minha companhia.

A pessoa que vem com uma mala cheia de coragem e que estocou a bagagem que só faz pesar o dia-a-dia. Que juntou as pedras do caminho e zapateou seu terreno, cujo alicerce comporta duas vidas com bagagens igualmente pesadas, mas que esteja disposta a deixar cada item desta bagagem em um jardim a florir em todas as primaveras por vir.

Quero viver cercada de você e de mim, mas quero nossa história leve e nossa casa clean, nossos dias leves, quero paz ao chegar em nossa casa, quero que sinta a mesma paz, que em dias de luta sejam lá quais forem, conte os minutos para regressar darmos o nosso abraço de peito aberto corações compassados e energias renovadas.

Eu quero uma casa leve, que não me escravize que não necessita estar impecável o tempo todo, que as tarefas se forem divididas sejam por prazer de cada um a realizar, e para tudo aquilo que a gente não queira fazer juntos, trabalharemos e bem remuneraremos alguém que possa executar.
Que nossas conquistas sejam muitas em todos os aspectos, mas que tenhamos sempre certeza de que para um a vida do outro é o bem maior, nosso patrimônio indivisível.
Eu quero alguém que me olhe nos olhos, que não sinta medo de dizer a verdade mesmo que isso me doa, que não tenha vergonha de se parecer antiquado por ser leal e fiel a uma só mulher, que se sinta pleno ao meu lado e que não me monitore, nem pergunte aonde vou ou a que horas volto, eu quero poder sentir vontade de dizer aonde irei.
Quero deixar minha bolsa jogada em qualquer canto da casa, sem senhas para lap-top e celular, e tenha plena certeza que o que quiser saber é só perguntar, assim como eu nunca rastejar a fuçar, pois sempre temos algo a guardar, e é comum que algumas coisas não sejam reveladas, faz parte do encantamento e da descoberta natural, quero que saiba melhor do que eu quanto ganho e nunca me diga que gasto demais e sim que preciso trabalhar menos.

Quero alguém, que seja o melhor amigo de outro alguém e que esse seu melhor amigo não necessariamente precise ser do mesmo sexo, que seu melhor amigo possa ligar de madrugada, pedir conselho , assim como ajudar ou ir à reunião entre os seus, alguém que ame respeite sua mãe, seja um filho carinhoso e presente, um pai amoroso e participativo, brincalhão, engraçado e arteiro, um irmão do peito e profissional respeitado.

Mas preciso muito de alguém que não me peça para falar mais alto, que me deixe manter o tom de voz baixo e sereno, que não se incomode com o fato de ser voluntária, de gostar de futebol, de não falar inglês, de não comer pepino, beijar e abraçar todos meus colegas, andar abraçada com verdadeiros amigos.

Que fique indignado com o fato de encontrar sempre as melhores vagas de estacionamento, quero que mesmo sabendo que sou uma excelente motorista sempre escolha dirigir por mim, não precisa abrir a porta. Muito menos, me mandar flores quando se sentir culpado, nem me dar jóias, viagens ou roupas caríssimas, eu quero que, me faça sorrir, que tenha o melhor cheiro no peito onde durmo depois de uma noite de amor ou apenas uma noite de noite mesmo.

Alguém que não se sinta obrigado a me esperar no ápice, que possa não se controlar e por isso nunca se sinta culpado nem muito menos peça desculpas.

Quero alguém que não se preocupe em marcar suas consultas, farei isso, quero alguém que se chegar tão cansado eu sinta prazer em tirar seus sapatos fazer massagem em seus pés, se achar que devo cortar suas unhas, cortarei, mas não com ar de escravidão, e sim como se fosse beijar-lhe a boca, eu quero alguém que quando se virar na cama não se sinta confortável se uma pontinha de mim não estiver conectada nele.

Quero alguém que me veja sem maquiagem e me ache mais bonita que em traje de gala, alguém que escute minha voz rouca ao acordar e ache super sensual.
Que não se importe de encontrar andando pela casa com meias coloridas infantis, com esse cabelo de anjo todo emaranhado ao acordar, que não se importe com meus pijamas com personagens de desenhos animados e ame com uma lingerie mais sedutora.

Eu quero alguém que me chame de amor não por força de hábito e sim que encontre em mim e em tudo o que eu faço uma porção da poção que rege meu universo.
Preciso não precisar de alguém, mas quero ter alguém que me queira necessariamente sem que isso corresponda apenas a todas estas idiotas expectativas que se anulam quando o verdadeiro amor invade o coração do alguém que não tem vergonha de amar, pois o amor por si só me basta, o resto é imaginar criativamente e não obrigatoriamente.

Eu preciso precisar de alguém que me olhe nos olhos e acredite em mim e mesmo sabendo que não sou capaz de mudar o mundo, me apóie nesta utopia e se sinta feliz em saber que da minha forma eu fiz pequenas mudanças, algumas tão pequenas, mas nunca insignificantes.

E por quase último nunca me peça para ser sucinta na escrita, pois esta é a segunda forma que terá de me ver nua, liberta.

Definitivamente que, não se assuste se algum dia eu der uma porrada na cara de alguém que falar mal dele, mesmo que ele esteja errado, que não se incomode quando me enfureço e falo cinco palavrões de uma só vez.

Deve  estar preparado para dormir com uma mulher acordar com outra, ter outra ao meio dia e outra no final da tarde, uma mulher que não é previsível que acredita que qualquer coisa que aconteça no decorrer do dia pode ser um desafio e que não vai desistir de tentar até o inicio da madrugada, que oras será sua irmã mais velha, oras sua mãe, secretaria, psicóloga, enfermeira, amiga, amante e companheira, mas que todos os dias até o final da vida será uma menina que você deve carregar nas costas, amar em lugares inusitados, mandar flores em dias sem propósitos e sempre que puder falar com ela como se tivesse doze anos, em ocasiões especiais como se ela fosse completar cinco.

Do planeta que venho isso é facilmente possível, o detalhe é que meu amor está no planeta Terra, e precisa me encontrar para quando estiver sem grana ou doente, de mau humor, decepcionado, estressado, desacreditado da vida, lembre-se que eu existo e imediatamente suspire profundamente, peça colo na certeza que irei literalmente abandonar tudo o que estiver fazendo e ficar abraçada até que sua angústia seja vencida pela Fórmula do Amor que carrego comigo.